Carreira: 70% das profissões de internet ainda não foram inventadas

Em um mercado de trabalho onde hackers de 15 anos já auferiram milhares de dólares com a venda de aplicativos em lojas virtuais, o cenário de educação em TI muda radicalmente. Com base no desenvolvimento da carreira de profissionais desta e de diversas outras áreas, Luis Fernando Gunggenberger, gerente da área de debate e conhecimento da Fundação Telefônica, afirmou, durante o TEDxFIAP, realizado semana passada na Fiap, que a cadeia de ensino precisa evoluir também. Segundo o especialista, 70% das profissões de da internet não foram inventadas ? são as chamadas profissões do futuro.

Para aprender o aluno precisa olhar para a nuca do outro, que está à sua frente. O professor, depois de tantos anos de sistema educacional, ainda é o centro do conhecimento?, afirmou o especialista, que possui histórico de participação intensa em projetos do terceiro setor. Quando a informática chegou à sala de aula para melhorar os processos, comentou, a única diferença foi de que, entre a nuca do aluno da frente, havia agora um computador. A organização, a didática, o ritmo de aulas, adicionou o especialista, continuava o mesmo.

Espaços padronizados produzirão ideias padronizadas?, comparou. Relembrando que o físico Albert Einstein era tido como mau aluno por conta de sua dificuldade em ater-se ao formato como o conteúdo era passado, Gunggenberger questionou: ?quantos Einsteins não existem nas periferias? O conhecimento sempre esteve espalhado pelo mundo, e não centralizado em um professor?, comparou.

Com colaboração no centro da internet e as redes sociais impulsionando a interação humana, independentemente de fronteiras, uma nova cultura se abre, na qual o autodidatismo é um caminho natural para o bom resultado. Os cursos regulares, assim como as normas que os regem, precisam se adaptar. E a forma como lidamos hoje com direito intelectual, na visão do especialista, também.

O que os grandes pensadores do passado tinham em comum? Eles ficavam todos em cafés de Paris, trocando informações e ideias. Usavam papel de pão para escrever seus pensamentos e trocavam entre si?, comentou. Neste ponto, movimentos como o Creative Commons (licença criativa da internet que apresenta, na própria obra, se há autorização ou não de reprodução) são exemplos de como é possível flexibilizar o conceito de propriedade sobre obras intelectuais. A Wikipedia, que contabiliza mais de cem milhões de horas de edição por parte de voluntários, é outro exemplo. ?Vivemos uma era do poder das escolhas, ninguém  precisa dizer o q c deve aprender. Que recompensa estamos buscando? Financeira, não, ela é cooperativa. Quando você os conecta [profissionais atuais], eles buscam causas relevantes ao seu dia a dia, as microcausas.

Este, segundo Gunggenberger, é o conceito de desaprender desconstruir a estrutura de aprendizado atual. ?Sou um apaixonado por desaprender e compartilhar?, concluiu.

 

Por  

Fonte: https://www.itforum365.com.br/carreira/carreira-70-das-profissoes-de-internet-ainda-nao-foram-inventadas/

Comentários

Comentários