Com inteligência artificial e big data, inovação chega ao Direito

Ferramentas de gestão de bancos de dados e robôs ajudam setor tradicional a criar novos serviços e reduzir burocracias

Escritórios novatos e até as mais tradicionais bancas de Direito no País começaram a buscar ferramentas de inteligência artificial e análise de dados para não serem vistos como “commodity”. Com sete décadas de existência, o escritório Peixoto & Cury criou uma incubadora com programadores, engenheiros e, claro, advogados, para desenvolver projetos que possam ser utilizados tanto internamente quanto em serviços prestados aos clientes.

Uma das criações é um software em que cada contrato feito pela empresa com um novo fornecedor deve ser validado. As regras de compliance são estabelecidas pelos advogados do escritório que ensinam o sistema a ler as informações e a aprová-las. O programa avalia até 16 mil documentos por mês, trabalho que exigiria cinco ou seis advogados com jornada de oito horas, em dedicação exclusiva. “Ainda protege o cliente de riscos e os advogados têm mais tempo para trabalho intelectual”, avalia Marcel Alves, que deu o pontapé inicial ao banco de dados do escritório, há quinze anos.

Por Raquel Brandão

 

 

 

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