Desafios do Século 21 – A Revolução da Inteligência Artificial

Estamos entrando em uma nova era, onde a Inteligência Artificial ocupará cada vez mais espaço e transformará o Mundo. Mas enfim, a Inteligência Artificial veio para nos substituir ou para nos potencializar? Onde ela está sendo implementada? Quais os objetivos da IA e como vai mudar o Mundo? Neste artigo faço uma reflexão a respeito.

Nós, humanos, somos generalistas. Temos uma série de capacidades, mas não somos extremamente bons e rápidos em nenhuma delas: nossa visão não é detalhista, não ouvimos todas as faixas de som existentes, não fazemos cálculos matemáticos rapidamente, nossa memória falha, nosso poder de análise é limitado, nosso corpo não é tão forte e flexível, nem somos rápidos e resistentes.

E talvez o objetivo mais importante da Inteligência Artificial seja trazer superpoderes a nós, humanos. Com a Inteligência Artificial, teremos supercapacidades que nos permitirão executar tarefas de uma forma mais eficiente, com menos erro e mais otimizadas.

Será possível também trabalharmos a inteligência coletiva, ou seja, trabalharmos a tomada de decisão através de rápidas análises de infindáveis dados gerados através dos dispositivos de IoT (Internet das Coisas).

De uma forma simplificada e superficial, pode-se dizer que esses superpoderes poderão ser implementados de 3 maneiras diferentes:

Computadores Embarcados

Sistemas de Inteligência Artificial embarcados em dispositivos que atuam de forma independente e autônoma, como os veículos autônomos, que atualmente já possuem uma taxa de acidentes muito menor do que a taxa de acidentes ocorridos em veículos conduzidos por humanos. Entram nessa categoria também os equipamentos de detecção precoce de Câncer ou Alzheimer através de análise avançada de ressonância magnética ou o sistema de inteligência Artificial Coletiva que utiliza 300 câmeras de casas em Juazeiro do Norte para monitoramento ativo e autônomo de segurança.

Dispositivos acoplados ao nosso corpo

Sistemas de Inteligência Artificial embarcados em dispositivos acoplados ao nosso corpo, como exoesqueletos militares que tem objetivo de ampliar a força e velocidade dos soldados. Nestes casos, a Inteligência Artificial tem, entre outros, o objetivo de analisar os movimentos do soldado e transforma-los em comandos para os motores do exoesqueleto, que deve fazer movimentos mais suaves e similares aos humanos.

Dispositivos conectados ao nosso corpo

São sistemas de Inteligência Artificial presentes em dispositivos implantados e/ou conectados a nosso corpo, fazendo comunicação do nosso corpo biológico. Por exemplo, uma prótese de perna humana que é conectada aos nervos de uma pessoa e, a partir de então, este dispositivo passa a receber informações diretamente do cérebro humano (e a agir conforme os sinais que recebe) e também retorna informações a ele (e então, essa pessoa passa a sentir a perna e seus movimentos).

A Inteligência Artificial não veio para substituir os humanos. Veio para potencializar e fazer melhor o que não fazemos tão bem.

Os ônus e os bônus? Deixo para outro artigo…

*Este artigo foi inspirado nas palestras da HSM Expo 2019, onde tive a oportunidade de assistir Yuval Harari, Fred Gelli, Hugh Herr e muitos outros feras que estão vivendo essa revolução.

AUTOR:

Fernando D´Angelo – Empreendedor no setor de TI, é diretor da AspBrasil Soluções para Internet, consultor de TI para Startups pela Techrok Ventures e Chief Experience Officer na Keer, startup voltada para TI no setor de Turismo. É graduado em Ciência da Computação e Mestre em Eng. Elétrica com ênfase em A.I. pela FEI e pós-graduado em Inovação Estratégica pela HSM.

FONTE: //canaltech.com.br/inteligencia-artificial/desafios-do-seculo-21-a-revolucao-da-inteligencia-artificial/

 

 

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