Estudo vai mapear ecossistema de empreendedores do Rio

O Rio de Janeiro foi um dos estados mais afetados com a crise econômica, com alguns municípios saindo do topo da lista dos mais desenvolvidos. Agora, empreendedores e especialistas se unem para fazer um mapeamento do ecossistema da cidade do Rio, e acelerar a retomada do crescimento.

No Hacking Rio, conversamos com os quatro especialistas que participaram do painel “JuntospeloRio, a virada pela inovação”: Caio Ramalho (FGV), Leonardo Toco (Juntos pelo Rio), Bruno Aranha (BNDES) e Bernardo Monzo (Sebrae).

O mapeamento

Segundo Caio Ramalho, da FGV, a ideia é que qualquer ator do ecossistema brasileiro possa acessar esse mapeamento.

“Seja uma startup, um investidor, inclusive atores internacionais, agentes governamentais e acadêmicos. Enfim, todo mundo que quiser entender como o ecossistema de empreendedorismo e inovação do Rio de Janeiro se comporta.”

O mapeamento engloba setores governamentais, capital financeiro, suporte ao empreendedorismo inovador de alto impacto e capital humano. “Nessas quatro verticais conseguimos identificar quem são esses atores que estão contribuindo para o ecossistema.”

Uma startup ou um empreendedor que precise de capital vai poder acessar, pelo mapeamento, quem pode ajudá-lo.

O ecossistema do Rio

Leonardo Toco, do Juntos pelo Rio, acredita que o que falta é conhecimento das pessoas. O ecossistema do Rio de Janeiro ainda é pouco conhecido. E o mapeamento está trabalhando justamente para trazer isso à tona.

“Se pensarmos no Rio de Janeiro, já existem grandes instituições. Vimos a apresentação do BNDES Garagem, que é outro grande projeto. Percebemos que tem coisa a fazer, mas o grande desafio é mostrar para o empreendedor que recursos ele tem. Não precisa ir para outros estados. Ele tem esse material aqui.”

Foi pensando nisso que o Juntos pelo Rio se uniu a outras instituições, como FGV e Sebrae. “O mapeamento vai servir tanto para o empreendedor saber o que tem quanto para nós podermos fazer a análise do que efetivamente está faltando. O governo também pode usar isso.”

BNDES Garagem: apoio a startups

BNDES Garagem é uma iniciativa de apoio às startups que possui duas vertentes: o Programa BNDES Garagem de Desenvolvimento de Startups e a estruturação de Centro de Inovação e Empreendedorismo no Rio de Janeiro.

O gerente Bruno Aranha explica por que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social escolheu a cidade. “O Rio de Janeiro passa por uma retomada dos investimentos e da economia. Ele tem uma base de capital humano muito grande. O banco tem que estar onde se precisa. E o Rio tem essa necessidade.”

A primeira fase do BNDES Garagem, de Desenvolvimento de Startups, vai afetar até 60 startups. Serão 30 no modo de criação, onde empreendedores têm ideias inovadores e vão poder transforma-las em soluções de negócios.

As outras 30 já serão startups em operação. O banco vai ajuda-las a escalar, por meio de uma rede de grandes empresas que podem ser alavancas de crescimento. “Temos também um braço de financeiro, onde conseguimos nos tornar sócios dessas startups.”

Essa primeira etapa será um ciclo de 12 meses, com investimento de até R$5 milhões. E, segundo Bruno Aranha, já existe uma pré-aprovação da diretoria para um novo ciclo em 2019, com outros R$5 milhões a serem utilizados no mesmo programa.

Esse segundo ciclo previsto já deve rodar no Centro de Inovação e Empreendedorismo, segunda vertente do BNDES Garagem. “Vai ser um espaço onde todos esses atores do ecossistema de empreendedorismo podem entrar trabalhando e dialogando, para que as startups possam se desenvolver.

Isso inclui grandes empresas, universidades, escolas de negócio, investidores e agências de fomento. “Seriam essas duas grandes iniciativas, e muito mais vem por aí. Estamos abertos a conversar com todos os interessados para desenvolver o Rio de Janeiro.”

Apoio do Sebrae

Sebrae é um dos parceiros no mapeamento do ecossistema de empreendedores do Rio. Bernardo Monzo, analista do Sebrae, destaca que a cidade tem um potencial imenso, principalmente na indústria criativa. Incluindo o audiovisual, telecomunicações e uma série de atividades ligadas à economia criativa.

O Rio tem uma diversidade econômica muito forte. Ficamos muito tempo dependentes só do Petróleo, e a crise nos afetou. Mas esse tipo de evento traz para um único foco todas as coisas positivas que o Rio tem. Vi muita gente surpresa quando apresentamos alguns números do estado todo.

O Hacking Rio, para Bernardo, foi importante para criar uma convergência entre atores importantes do ecossistema. Para realizarem ações em conjunto e evitar duplicidade, de eventos ou projetos.

“É um resgate muito forte da autoestima do Rio. E não só no emocional. Nos negócios também temos uma possibilidade de retomada grande.”

 

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Fonte: https://eusouempreendedor.com/estudo-vai-mapear-ecossistema-de-empreendedores-rio/

 

 

 

 

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