Livro, curso, aula prática: LawTechs em âmbito acadêmico prosperam!

Separamos um papo com Erik Nybo, sócio do SBAC, autor do livro Direito das Startups, coordenador do curso que leva o mesmo nome no Insper e vice-presidente da AB2L

O mercado de lawtechs nunca esteve tão quente. O StartSe, sempre de olho nessas mudanças, tem conversado bastante com pessoas que estão promovendo um movimento de progresso dentro de um dos setores mais tradicionais da nossa economia.

Falamos com Fred Ferraz, Diretor de Marketing da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) e associado através da Kurier, que nos disse que o grande gargalo desse mercado no Brasil é a falta de investimento em tecnologia; também conversamos com Matheus Bombig, co-fundador e Diretor Financeiro da AB2L e co-fundador da Invenis, que enalteceu a oportunidade que o jurídico tem com Big Data; e, por fim, com Marcos Speca, fundador da Legal Insights, que contou um pouco sobre seu case de sucesso com a Magazine Luiza.

Para hoje separamos um papo com Erik Fontenele Nybo, sócio do SBAC Advogados, autor do livro Direito das Startupscoordenador do curso que leva o mesmo nome no Insper e vice-presidente da AB2L. Ele nos conta um pouco de sua trajetória:

“Ao sair da faculdade, comecei trabalhando no Trench Rossi Watanabe, a representação brasileira do escritório Baker Mackenzie, um dos maiores do mundo. Não me encontrei por lá, talvez pelo excesso de formalidade, e resolvi sair. Passei por alguns lugares e acabei indo para um fundo de investimentos, onde tive mais contato com o empreendedorismo – que sempre foi minha praia. Dentro do meio, me apareceu uma oportunidade de ser Gerente Jurídico Global da Easy Taxi, com a missão de criar um departamento e organizar toda a operação da startup, que se estendia por mais de 20 países. O envolvimento com esse mundo resultou no livro que realmente deu o pontapé inicial nessa relação entre direito e startups, o Direito das Startups. Teve uma repercussão muito grande e foi aí que me encontrei nessa linha”, começa.

A obra traz ao leitor a exposição de temas importantes para o desenvolvimento de uma startup, oferecendo a ele a possibilidade de identificar onde deve alocar seus esforços e estudos para evitar riscos. O mesmo se aplica em relação aos investidores anjo, aceleradoras e venture capitalists que desejam atuar no setor.

“Fiquei na Easy Taxi por um tempo e resolvi sair no momento em que fechamos a operação junto com a Cabify. Acabei caindo onde estou até hoje: no SBAC Advogados. Um escritório com modelo de startup, montado para cuidar de startups. O livro me despertou uma chama, queria continuar produzindo conteúdo sobre esse mundo. Bati então na porta do Insper, que entendeu a proposta e abriu as portas para que eu pudesse coordenar o curso de Direito das Startups – o primeiro do tipo no Brasil. Tivemos uma resposta muito positiva, tanto dos alunos, quanto do próprio mercado. Conhecemos startups, mostramos cases. Foi muito interessante. A Stone Pagamentos, por exemplo, decidiu fazer entrevistas com os alunos, para tentar contratar eles. Percebemos uma demanda do mercado que procurava por profissionais para trabalharem em startups”, continua.

O objetivo do curso no Insper é mostrar para empreendedores e advogados como atuar nesse segmento, não só no ponto de vista jurídico, mas em outros conceitos que não são muito familiares a todos, como programação, investimento, valuation. Ao mesmo tempo, trazer experiência prática: alunos entram em contato com diretores do iFood, da 99, da Easy Taxi, Jurídico Certo. Várias startups relevantes que possibilitam o networking e o aprendizado além de uma aula teórica. Mais do que tudo, Erik quer educar as próximas gerações de advogados a pensarem como empreendedores. O movimento em âmbito acadêmico ainda precisa de muito fomento – e são iniciativas como essa que perpetuam esse tipo de conhecimento. Interessantíssimo e muito bacana poder noticiar os primeiros insights dessa questão.

Questionamos a importância da criação de iniciativas como AB2L e eventos sobre o tema, como o nosso LawTech Conference.

“Antes você não tinha uma demanda tão grande de inovação, porque não tinha muita concorrência. A partir do momento que a AB2L consegue organizar o setor e mostrar que tem muita gente suando a camisa, você gera um ambiente de inovação, porque você agora conhece players que não conhecia antes, começa a pensar em novidades que não pensava antes. O evento do StartSe é um showcase do que está sendo feito de inovação em um mercado tão tradicional. É de suma importância. Não é todo mundo que sabe desse movimento, dessas plataformas que podem auxiliar o trabalho delas no dia-a-dia. Eu tinha um orçamento limitado na Easy para lidar com as questões jurídicas. As lawtechs me ajudavam muito. Esse movimento não é uma ameaça, são ferramentas de trabalho. Além disso tem a questão do investimento, que abre muitas portas”.

Por fim, fizemos aquele exercício de aposta: qual tecnologia tem potencial de dominar o mundo jurídico?

“Inteligência Artificial, jurimetria e Big Data são os grandes mercados a serem explorados. Com elas você tem uma acuracidade maior do trabalho. Grande vantagem em termos de eficiência e acerto de tomada de decisões do advogado. Nenhuma delas vai tirar o emprego do advogado; vai potencializá-lo”, finaliza.

Oportunidade ao ecossistema: o LawTech Conference busca trazer perspectivas de todo o universo jurídico, que inclui empreendedores de startups em diversos estágios, corporações estabelecidas, fundos de investimentos, advogados, profissionais do judiciário, estudantes e pessoas apaixonadas pelo assunto. Para conhecer as principais startups desse mundo e entender como empresas e escritórios estão se aproveitando disso, clique aqui e garanta já sua vaga.

 

Por Lucas Bicudo

Fonte: https://conteudo.startse.com.br/empreendedores/lucas-bicudo/livro-curso-aula-pratica-lawtechs-em-ambito-academico-prosperam/

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