A nova disrupção em IT

“Venture Capital” é a classe de ativos que se estabeleceu na Califórnia, EUA, logo após a Segunda Guerra Mundial, no local que hoje é conhecido como Silicon Valley. Esse termo foi cunhado na época pelo fluxo de capital que financiou parte da primeira onda da revolução em IT (Information Technology), baseada nos circuitos integrados produzidos a partir do elemento químico Silício.

Avançando para os tempos modernos, notamos que essa revolução formou a base do que hoje é a tecnologia digital. Inúmeros setores da indústria foram beneficiados e transformados, refletindo em melhoria nos processos produtivos, mudança de canais de distribuição e economia de compartilhamento.

Antigamente, comprava-se um álbum de um determinado artista por conta de uma ou duas músicas e hoje isso é feito via streaming, por meio de uma assinatura, com uma infinidade de músicas e artistas. Isso só foi possível devido à digitalização, que eliminou a necessidade de mídias físicas de armazenamento e criou métodos seguros e rápidos de compartilhamento e distribuição conveniente por meio da Internet. Vimos nas últimas duas décadas a ascensão de inúmeras empresas de IT que se consolidaram como os “novos incumbentes”, como Microsoft, Facebook, Apple, Google, Tencent, Amazon, Alibaba e outras. E, certamente, novas surgirão preenchendo as lacunas até então não exploradas.

Assim, como em sete anos atrás, a adoção de tecnologia mobile era a tese que dominava a tendência dos investimentos em IT, hoje é praticamente mandatório que os produtos digitais tenham uma interface mobile ou até mesmo ser “mobile first”. Novas tendências ganham força, como AI, 3-D printing e IoT, apesar de algumas dessas tecnologias necessitarem ainda de uma consolidação de plataforma para se estabelecer. Traçando novamente um paralelo com a indústria mobile, a adoção em massa só veio a partir do momento em que tanto a Apple quanto o Google consolidaram as duas plataformas que hoje são a base para toda aplicação mobile: iOS e Android, respectivamente. Atualmente, Microsoft, Google, Apple e Amazon têm suas respectivas plataformas de Assistente Pessoal (Cortana, Google Assistant, Siri e Alexa), todas em busca de serem a referência e consequentemente a base para consolidar as novas tendências voltadas a AI e IoT. Acompanhar as empresas que estejam adotando e construindo seus produtos sobre essas tendências é uma das teses em investimento em IT.

Outra tese que vem direcionando muito os critérios de investimento em IT é o quanto o produto faz o uso dos dados gerados pelas interações com o cliente (Big Data e Cybersecurity). É notório que quanto mais profundo as empresas conhecerem o footprint dos clientes, melhor elas poderão atender as necessidades e melhor será o retorno em engajamento e consumo. O preceito que dados” são o novo petróleo, embasa essa tese de investimento.

Por fim, podemos dizer que nós como investidores buscamos startups de IT que tenham como missão utilizar as macrotendências e produzam produtos que tornem a capacidade produtiva do indivíduo dezenas de vezes superior ou que desintegre uma cadeia produtiva e a torne uma fração de custo e tempo da cadeia original.

Conheça mais sobre o setor acessando o estudo publicado em : https://insights.liga.ventures/itstartups/

 

Por Marcelo Sato

Fonte: https://medium.com/astella-investimentos/a-nova-disrup%C3%A7%C3%A3o-em-it-ff6b3ee0f920

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