Onda legal

Startups jurídicas se multiplicam por 20 em menos de dois anos e dominam 40% dos espaços da Fenalaw 2019

Processos de disrupção costumam provocar modificações equivalentes a de um tsunâmi nos segmentos econômicos atingidos. E a temporada atual tem no universo das leis seu novo eleito. Uma boa amostra é a Fenalaw 2019, plataforma de conteúdos e negócios jurídicos que acontecerá entre os dias 23 e 25, em São Paulo. No evento, 40% dos espaços de exposição serão ocupados por startups do mundo do direito. “Há cada vez mais ferramentas potentes para coleta e análise do alto volume de informações geradas na área”, diz Hermano Pinto, diretor de portfólio da Informa Markets, empresa global que organiza a Fenalaw. Isso significa a automação numa escala nunca vista dos processos jurídicos, com impacto significativo também na qualidade dos resultados. Máquinas fazem mais. E em muitos casos fazem melhor.

A escalada de respostas tecnológicas para os advogados fez explodir a quantidade de startups reunidas sob a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L). Criada em 2017, o número de associados saltou de 20 para 422. Seu diretor executivo, Daniel Marques, diz que “as lawtechs surgiram para gerar ganhos de eficiência na gestão dos processos, deixando mais tempo para o advogado focar no cliente”. A advogada Alessandra Borelli, diretora executiva da Opice Blum Academy e palestrante da Fenalaw, concorda: “Não há mais como esperar, a advocacia 4.0 já é uma realidade” afirma.

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FONTE: ISTO É DINHEIRO.

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