Primeira Inteligência Artificial em gestão legal do mundo é brasileira

Resultado do encontro de várias ciências, a primeira Inteligência Artificial em gestão legal do mundo, o John Cognition, acaba de chegar ao mercado e é brasileira. Desenvolvido em parceria com a Selem Bertozzi Consultoria, a tecnologia levou vários anos para ser desenvolvida e carrega também estudos nas áreas de biomedicina, neurociências, algoritmos genéticos e neuro evolução, além da informática, explica Elio Joly Botogoske, especializado em biomedicina e processamento de dados e um dos pais do John Cognition, ao lado de Lara Selem e Rodrigo Bertozzi, sócios-fundadores da Consultoria.

Acessado via web, John foi criado para ser um super consultor e democratizar o acesso aos serviços de consultoria em administração de escritórios jurídicos, diz Botogoske, observando, entretanto que, além de longa, a tarefa de consolidar tantas ciências em um software não foi nada fácil. “É necessário um grande entendimento de cada uma dessas ciências para saber o que pode ser lincado entre elas e como pode ser o aproveitamento entre elas, a fim de aprimorar ainda mais o modelo”, diz Botogoske.

O engenheiro de software explica ainda como cada uma dessas ciências prepara a amalgama da plataforma do John. “Inteligência artificial traz os algoritmos de Redes Neurais, Machine Learning, Deep Learning e Reinforcement Learning. Neurociências traz o entendimento do funcionamento de um neocórtex. Algoritmos genéticos trazem os conceitos Darwinianos de evolução, neuro evolução, cruzamento etc. Com a junção de todas essas ciências, temos um modelo mais aprimorado do que se utilizássemos apenas as redes neurais convencionais.”

Uma década de estudos

Toda essa complexidade tecnológica consumiu quase uma década de pesquisa e investigação. “Para se chegar ao John, foram necessários vários anos de estudo nessas ciências, até que se pudesse evoluir para um modelo além do convencional e sem similar no mercado, uma vez que cada Inteligência Artificial disponível hoje tem características próprias para atender ao que cada uma se propõe. As do John estão baseadas na experiência e conhecimento acumulado em duas décadas de atuação no país da Selem Bertozzi”, ressalta Botogoske.

John reúne um portfólio de atendimento da Selem Bertozzi a cerca de 550 empresas espalhadas por todo o território nacional, mais de 35 mil alunos inscritos em seus cursos e palestras e 29 livros sobre gestão legal, o que possibilita a ele responder questões sugerindo soluções com base nesse conhecimento e nos demais que ele passe a reunir, a partir de novas informações que podem ser acrescidas à tecnologia.

“Não há limites para o que ele pode armazenar. Trabalhamos com um modelo elástico que se adapta as situações e com isso não há limitações para o John, pois utilizamos também bancos de dados não relacionais da Amazon WS, o mesmo que a Netflix usa”, afirma Botogoske, que estuda Inteligência Artificial há mais de dez anos e também é especialista em bioinformática.

Linguagem natural

Como o John, além de responder por escrito, pode travar uma conversa com qualquer um que busque seus conselhos na área de gestão legal, a tecnologia também utiliza algoritmos de interpretação de linguagem natural, baseada no modelo socrático. “É uma técnica em que o aprendizado é feito por meio de perguntas e respostas, onde a base é o diálogo, como o modelo criado por Sócrates, onde a base era a construção do conhecimento e não passar ideias apenas. Ele entende o que é verbo, substantivo, sujeito e ações em uma frase, fazendo com que seja possível identificar os conceitos de uma frase e o que ela significa”, diz Botogoske.

John pode ser acessado diretamente pela web, seja de um computador ou celular, por meio de qualquer navegador. Não exige que nada seja instalado e nenhum requisito especial de equipamento. “Estamos preparando o lançamento de um aplicativo para o John para smartphones”, diz o criador do John, que chega ao mercado para ampliar o acesso à consultoria na área de gestão legal, especialmente pelo seu baixo custo.

O plano mensal básico para ter acesso ao John Cognition custa menos que um café por dia, ou seja, apenas R$ 85,77. “O valor mensal é correspondente ao número de perguntas feitas ao John. Ou seja, o consumo ocorre por volumetria de dados (mesma lógica da contratação de um plano de celular, por exemplo). É uma tecnologia que pode ser adaptada ao porte de qualquer escritório ou departamento jurídico ”, explica Rodrigo Bertozzi.

Os criadores do John ressaltam ainda que, ao contrário do que muitos pensam, ter um consultor artificial na área de gestão legal não representa a retirada de postos no mercado de trabalho. “John é uma ferramenta para apoiar os advogados, dar-lhes mais tempo, mais praticidade, acesso a informações relevantes a um custo baixo e garantir ainda mais o mercado de trabalho dos profissionais. Com o John, os advogados estarão munidos de mais ferramentas para atuar, pesquisar e evoluir. A Inteligência Artificial não tira mercado de trabalho das pessoas. Ela existe para auxiliar as pessoas, melhorar e aprimorar as tarefas delas. O elemento humano jamais será substituído”, garante Lara Selem.

Maior segurança

Segundo o engenheiro, a utilização da Amazon WS também garante maior segurança de dados aos consumidores de John. “É um nível militar de segurança, o mesmo da marinha dos Estados Unidos, bem como de muitas empresas gigantes. A Amazon WS garante isso. Além disso, utilizamos o blockchain para garantir ainda mais a segurança entre a comunicação da plataforma e os usuários”, explica.

 

Por Redação Tarobá News

Fonte: https://tarobanews.com/noticias/mundo/primeira-inteligencia-artificial-em-gestao-legal-do-mundo-e-brasileira-66z4k.html

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