Qualificação Profissional Face aos Sistemas Produtivos da Quarta Revolução Industrial

De todas as transformações pelas quais passa o mundo do trabalho, a que chamamos de 4ª revolução industrial está emergindo como um grande desafio, porque a especialização profissional atinge um outro nível neste contexto, não mais restrito a uma área ou carreira, nem tão somente o incremento de procedimentos com os computadores: se observa uma verdadeira necessidade de articulação do conhecimento de muitos setores. Este novo perfil profissional surge com o conceito de indústria 4.0, no qual o trabalho na área de produção
requer o desenvolvimento de habilidades relacionadas não só à visão técnica, mas também à multidisciplinaridade, à colaboração, o domínio linguístico, o senso crítico e a flexibilidade, todas impregnadas por ambientes virtuais e ferramentas que requerem um alto nível de capacidades intelectivas. O campo da tecnologia da informação (TI) surge como requisito indispensável na formação do profissional, sem o que dificulta sua inserção nesta nova realidade. Isso não se refere a um uso genérico e indiscriminado de computadores, automatizando ou facilitando os processos de trabalho, mas de um novo modus operandi do profissional, no qual a sua atividade produtiva exigirá que ele desenvolva habilidades relacionadas ao uso de ferramentas e informações articuladas com os dados de sistemas cyber-físicos, bem como interagir com máquinas dotadas de Inteligência Artificial (I.A.). Como uma forma de ilustrar esta realidade, o artigo apresenta uma breve percepção do tema e avança ilustrando com uma experiência de uma produção musical baseada no conceito e método da indústria 4.0. Nesse sentido, poder-se-á identificar os aspectos da percepção aqui pretendida, bem como provocar com o exemplo aqui relatado a necessidade de atenção a esse fenômeno mundialmente em curso e que
seguramente atingirá países como o Brasil, já cronicamente afetado em seu desenvolvimento e realidade sociocultural devido a fatores de qualificação profissional e Educação.

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Por: Marco Brandão – Pesquisador membro do Grupo de Pesquisa I.A. e inclusão (ITS Rio), Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Fonte: ITsRio

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