Startup de inteligência artificial se torna a primeira da PB a ganhar chancela internacional da Intel

Empresa tem pouco mais de um ano de fundada e enfrentou uma avaliação rigorosa antes de ser aceita em grupo seleto que tem também gigantes como IBM, Cisco, Philips, Lenovo e Huawei.

Por Phelipe Caldas, G1 PB

Equipe da Fabwork trabalha há menos de um ano, mas já recebeu chancela da Intel — Foto: Carlos Eduardo / Fabwork

Uma startup paraibana acaba de ser incluída num seleto “ecossistema mundial” da Intel, a gigante de tecnologia dos Estados Unidos, que dá aos seus membros o selo internacional de empresa construtora de inteligência artificial. É essa a realidade da Fabwork, a primeira da Paraíba a alcançar tal feito e que se junta agora a megacorporações como IBM, Cisco, Philips, Lenovo e Huawei.

A empresa paraibana é relativamente pequena. Tem sede em João Pessoa e pouco mais de um ano de existência. Como fundadores, dois professores, pai e filho, que se orgulham da origem da startup e de onde ela chegou em tão pouco tempo.

Miguel Isoni e Miguel Isoni Filho, pois, fundaram a Fabwork em julho de 2018, iniciaram os diálogos com a Intel nos primeiros meses de 2019 e depois de aproximadamente nove meses de uma criteriosa e rígida análise técnica conseguiram admitir a empresa no tal ecossistema.

“Foi um processo árduo. Com várias entrevistas e encontros virtuais. Com várias idas a São Paulo para reuniões presenciais. Foi realizada uma criteriosa análise de nossa equipe e de nossos projetos. Precisei enviar para a sede da Intel nos Estados Unidos toda a nossa documentação. Além de realizar inúmeros testes nos servidores deles. A Intel avaliou o grau de desenvolvimento, de originalidade e de conhecimento técnico de nossa empresa antes de dar a sua chancela para o que realizamos aqui”, comemora Miguel Isoni Filho, CEO da Fabwork.

Como ganhos concretos por ser inserido neste grupo, Miguel Isoni Filho explica que a Intel incentiva a relação e o fechamento de negócios entre as empresas do seu ecossistema, de forma que a Fabwork, da capital paraibana, estará mais próxima de fechar negócios com a IBM e com outras gigantes do tipo, por exemplo.

Miguel Isoni Filho, CEO da Fabwork — Foto: Alessandro Potter / Fabwork

Miguel Isoni Filho, CEO da Fabwork — Foto: Alessandro Potter / Fabwork

“A expectativa, a tendência, é que a Intel acompanhe o nosso crescimento a partir de agora”, explicou Miguel Isoni Filho.

Relacionamento antigo

Apesar da Fabwork ser uma startup bem recente, a relação de Miguel Isoni Filho com a Intel é antiga. Ele já foi sócio de uma outra empresa na área de inteligência artificial, a paulista Axondata, ela própria uma empresa parceira da Intel.

Isso, sem dúvida, ajudou a estreitar o relacionamento da Fabwork com a empresa dos Estados Unidos. Mas Miguel destaca que só isso não seria suficiente.

De acordo com ele, a Fabwork e o seu braço de desenvolvimento de tecnologias exponenciais, a Fab Tech, desenvolvem hoje projetos de inteligência artificial para empresas como Gerdau e Sebrae, para fundos de investimento, para empresas na área de minério, para grandes varejistas e para grupos que trabalham com mobilidade urbana e transporte público.

Startup hoje possui dois produtos próprios na área de inteligência artificial, além de projetos voltados para a demanda do mercado — Foto: Alessandro Potter / Fabwork

Startup hoje possui dois produtos próprios na área de inteligência artificial, além de projetos voltados para a demanda do mercado — Foto: Alessandro Potter / Fabwork

O CEO explica ainda que a Fabwork possui duas “spin-off”, que são empresas menores originadas da principal. Uma delas atua na criação e no treinamento de assistentes virtuais de empresas. A outra trabalha com conversão de áudios para textos e está na fase final de testes.

Para Miguel Isoni Filho, foi justamente essa pluralidade de frentes de atuação que chamou a atenção da Intel.

“Nós somos hoje uma empresa que desenvolve tecnologia de inteligência artificial sob demanda para o mercado e que possui produtos próprios na área de inteligência artificial. Esse foi o nosso diferencial”, finalizou.

FONTE: //g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2019/11/13/startup-de-inteligencia-artificial-se-torna-a-primeira-da-pb-a-ganhar-chancela-internacional-da-intel.ghtml

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